meus amores
Clariana Leal
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2011-10-09
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2011-05-03
Obrigada, Mio.
Quem me conhece de perto sabe que uma das minhas maiores paixões são gatos, em especial o meu pequeno mio (que nem é tão pequeno assim). Sei que existem várias histórias de gatos que fazem algo extraordinário e apesar dele não fazer nada disso, ainda sim, é o mais especial. É ele que me faz companhia enquanto eu tomo café da manhã, sentando no meu colo ou do meu lado, que dá tchau quando eu tenho que ir para a faculdade, e quando eu chego é ele que deita em cima de mim e fica encostando seu fucinho gelado no meu nariz como se fosse dar beijinhos. Quando meu marido chega do trabalho, o mio é o primeiro a correr para porta e fazer a recepção mais fofa do mundo, pedindo colo, carinho, quase dizendo que estava com saudade. Ele é especial em tudo, até no seu miado ridículo que eu amo tanto, e que assusta qualquer visita (todos perguntam se ele está latindo). Sim, parece um latido, as vezes parece que ele está relinchando ou imitando um frango, o que acontece é que ele faz qualquer barulho, menos o de um gato normal (sério). Foi por causa desse miado que ele recebeu esse nome. Quando eu achei ele no lixo, quase morrendo e com poucos dias de vida, fiquei pensando em que nome poderia dar (não tinha como ser Vitória pois era macho), então ele veio perto de mim e gritou fraquinho “mio mio” e pronto, escolheu seu próprio nome.
Sei que muitos dizem “odiar” gatos, que eles são traiçoeiros ou interesseiros. O tipo de gente que eu já até desisti de tentar mostrar que não é assim, que só quando tiverem um anjo como o mio vão entender. E não é uma particularidade dele agir dessa forma, já tive outros gatos, claro que cada um tem seu jeito, um era mais quieto e o outro mais brincalhão, mas todos, TODOS sempre foram leais e carinhosos. Claro que esse não é um texto para fazer quem não gosta de gatos mudar de idéia, é apenas para agradecer ao meu gatinho, por ele estar sempre do meu lado, sempre preocupado comigo, por ele demonstrar tanto amor e agradecimento, e até por ele deixar eu fazê-lo de neném (que ele odeia mas é paciente demais para brigar comigo), por encantar todo mundo que o conhece, e principalmente pelos 3 anos maravilhosos que ele me proporcionou até agora e os próximos que estão por vir. Obrigada.
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2011-04-14
Enfim
Esqueçam qualquer coisa que eu tenha dito sobre não precisar de ninguém ou ninguém precisar de mim, esqueçam por favor essas besteiras de que somos mais felizes sozinhos, não somos. O caso é que depois de me ocorrer muita coisa, eu finalmente me encontrei feliz, enfim, ao lado de alguém. Alguém que hoje com o maior orgulho do mundo eu posso chamar de marido. Cheguei a pensar que esse negócio de coração bater forte, ficar boba, chorar de alegria era fruto da minha imaginação, que relacionamentos aconteciam só por acontecer, que o medo de ficar só era maior do que querer bem a pessoa que está do nosso lado. E eu que antes pensava isso, hoje me pego emocionada a qualquer momento que olho para ele (apelidado carinhosamente de meu bem), pode ser quando estamos na cama conversando antes de dormir ou simplesmente enquanto ele está sentado no nosso sofá concentradíssimo no jogo do video game. Esse pode ser o texto mais piegas da minha vida, mas entendam, estou nesse estado de graça e não faço nenhuma questão de sair dele.
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2010-10-23
Sabem quando tudo está tão bom que você acaba perdendo a linha? de uns tempos pra cá eu nem sei se essa linha realmente existe. Mudanças são maravilhosas, pena que deixam esse pequeno problema de bagunçar a cabeça de quem já não estava muito preparado, eu por um momento achei que estivesse e talvez tenha me enganado ou talvez só esteja muito cedo pra afirmar qualquer coisa, afinal a vida também é feita dessas incertezas, não é hora de se culpar.
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2010-10-19
E eu me pego pensando e chego a conclusão que ninguém precisa de mim, a questão é que todo mundo precisa de alguém melhor e definitivamente eu não sou essa pessoa. Sim, eu sei que tudo isso parece ser algo extremamente bobo, mas histórias bobas acontecem sempre, o problema é que elas passam despercebidas.
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2010-09-06
a kiss to send us off: sobre planos e as dores do mundo
O dia é propício para o tema. Apesar da internet lenta, me aventuro em abrir o tumblr e escrever isso sem rascunho, correndo o risco de algum erro acontecer e eu perder tudo.
Vivo perigosamente.
Escrevi isso enquanto tomava banho, mentalmente, mas assumo que esqueci a maioria dos pontos que…
Source: natears
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2010-08-31
pequenos encontros eternos
Sabe aquelas histórias que já passaram tanto pela sua cabeça que chega uma hora que você até começa a se questionar se aconteceu mesmo ou não? Essa é (quase) uma delas, quase porque eu ainda sei que não é tão real quanto gostaria, mas apenas por enquanto.
Nessa história tem uma menina de coração partido e também tem um cara, exatamente na mesma situação. Eles não sabem da existência um do outro, e nem querem saber, depois de tudo que a vida lhes mostrou já não fazia mais sentido, pode até soar como egoísmo mas quem passou por isso sabe como é.
Eis que num dia onde o frio cogelava até a alma, os dois se esbarraram, primeiro foi a atração física, mas tinha algo a mais… talvez era o jeito que ele bagunçava o cabelo enquanto fumava que à atraiu, ou então o jeito que ela mordia levemente os lábios junto com aquele ‘desculpa’ quase imperceptível. Mas enfim, o estrago já tinha sido feito e o mundo fez questão de apresentá-los logo naquele dia, logo naquele frio. Ele não pensou duas vezes e a convidou para entrar numa lanchonete próxima, quem sabe tomar um café e conversar (apesar dele não ser do tipo que convidava as meninas pra sair, nem ela era do tipo que aceitava convites assim). Mas como esse era um dia diferente, tomado pela impulsividade e pelo destino, lá foram eles. Conversaram, durante horas e horas, a lanchonete estava quase fechando, e eles ali, como se o tempo tivesse parado no meio de tantas descobertas em comum. Até que chegou a hora de ir, mas quem disse que eles queriam? quem disse que se afastar nesse caso parecia fácil? e mais um passo de impulsividade surgiu, foi um ‘quer ir até a minha casa?’ tímido, dessa vez da parte dela, ele concordou sem graça, mas foi, caminhando e explodindo de felicidade por dentro, afinal significava que as coisas estavam indo bem ao menos uma vez.
Ao chegar no apartamento, deixar o sexo de lado foi inevitável. E acreditem, não foi qualquer sexo, foi aquele que te tira o fôlego, pra valer, aquele que você não se incomoda se ele puxa o seu cabelo, aliás, você gosta, e muito. Aquele vai do libidinoso ao romântico num equilíbrio perfeito, com beijos apaixonados e trocas de olhares misturados com um envolvimento malicioso. E ele dormiu lá e quando acordou estava diante da mulher mais bonita que poderia ter conhecido, deitada, dormindo com um sorriso no rosto e uma fresta de luz na janela iluminando seus cabelos castanhos, a única coisa que ele conseguiu pensar na hora foi em como havia vivido o momento mais incrível da sua vida, em como estava deslumbrado e apaixonado (nem que fosse só naquele momento) por ela. Antes de sair, deixou um bilhete escrito: “essa noite eu fui seu, e mais que isso, eu pude dizer que fui o seu amor. sonhe com esse nosso momento pro resto da vida, até nos reencontrar-mos.” Saiu pela porta sem acordá-la, e essa foi a primeira e última vez que eles se viram, mas puderam ter a certeza de que foi o melhor relacionamento de suas vidas e que nada iria mudar isso. Talvez se continuassem juntos o tempo destruiria tudo, por isso que foi tão bom e tão intenso, e nada tira isso da cabeça e dos corações desses dois, que agora já não estavam tão partidos como antes.
Clariana Leal
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2010-08-23
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2010-08-03
3 meses e uma nova vida.
Engraçado como nesses últimos três meses minha vida mudou da água para o vinho. Vamos voltar aquela época, dia 8 de junho mais precisamente, e eu estava lá, com um namoro firme (do qual todos já acreditavam ser o meu futuro casamento), uma casa legal (só não era legal sua localização em Palmas - TO, mas sim, era uma casa onde eu coloquei todo o meu jeitinho na hora de decorá-la), dois gatos lindos morando comigo (e é deles que eu sinto mais saudade) e uma faculdade promissora de jornalismo ainda no começo. Bom, essa era a minha vida nesse dia, então passamos para o dia seguinte, dia 9 de junho, o dia que eu tive o maior passo de impulsividade da minha vida ou simplesmente o dia que eu resolvi mudar tudo. 23:00 horas, eu já estava sem o namorado, indo embora daquela casa, deixando meus gatos com meus pais e largando a faculdade de jornalismo e pensando em transferir para publicidade e propaganda. Sempre soube que se eu fizesse isso, iria deixar alguns corações feridos pelo caminho, inclusive o meu, mas quem se importava? mesmo que meu coração estivesse precisando de ajuda, com a fome que eu estava do futuro, não iria ser tão difícil achar alguém disposto à ajudá-lo. Agora vamos voltar para o presente, hoje, dia 3 de agosto, essa sou eu em Goiânia - GO, bela cidade, belas pessoas e bela faculdade. Mas e o que aconteceu comigo? não faço a menor idéia, só sei que eu estou aqui sem uma casa fixa, passando uns dias na casa do namorado da minha amiga juntamente com ela, é claro. Hoje a clariana de vida estável não existe mais, existe apenas essa que vos fala e que não sabe sequer o seu endereço caso alguém lhe pergunte. Que não sabe muito menos qual o seu próprio curso, não nem se realmente vai conseguir começar a estudar nesse semestre, seja em jornalismo ou publicidade. E sabe qual foi a minha maior surpresa depois disso tudo? foi que eu não me arrependi de nenhuma dessas decisões, nada, absolutamente nada do que eu fiz nesses últimos tempos. Pela primeira vez na minha vida eu encarei os obstáculos e fui atrás de ser feliz. Mas e quem não tem coragem de fazer isso? quem não arrisca vai ficar que nem eu era naquela época, por mais que tenha uma vida legal, uma casa legal, ou até um sexo legal, vai viver eternamente preso só à isso, e acreditem nada que é só legal dura pra sempre. Não vai ultrapassar o “legal” para conhecer o maravilhoso, o extremamente excitante, ou se deslumbrar com o simples fato de viver. Agora eu estou aqui me dando essa chance de conhecer pessoas novas e lugares novos, até de me apaixonar de novo, sentindo toda essa mágica que eu não sentia por puro comodismo, por puro “ah, já estão bom assim, não preciso que melhore”. Não é verdade, precisamos sim que melhore, precisamos de algo que te faça acordar sorrindo e não pensando como seria sua vida se fosse tudo diferente.
